Seja um ponto de Luz

Por Nilton Tornero.


Você somente É quando consegue se conectar com o universo.

O universo está aí, dentro de você.

Imagine que você seja um ponto de luz. Tire todo o resto; imagine somente este ponto de luz.
Não existe mais nada. SEJA este ponto de luz.

Esse ponto de luz aparentemente não é nada, porém, de fato, ele é tudo. Tudo está concentrado neste minúsculo ponto de luz. Todo o universo está ai.
E então, a mágica: em um simples ponto de luz você se torna todo o universo. Ai só reina a paz, a tranquilidade, a harmonia. É isto que você sente. É isto que você é. Você está no seu centro.

E aquilo que está fora do ponto?

Existe o exterior, pois não somos os únicos seres do universo. Estamos cercados o tempo todo por outros seres sencientes. Não somente outros seres semelhantes a nós são sencientes; também os vegetais, os animais, os minerais, embora, em essência, somos todos um. Mesmo se você está sozinho em uma sala, o ar que você respira está ali, também os móveis, o silêncio. Tudo isto faz parte do universo. Tudo isto é vida.

Quando você é apenas um ponto de luz, você é a vida plena, pois tudo que você necessita está ali. Você está verdadeiramente no Aqui e no Agora.

Aqui se refere ao lugar; agora, ao tempo. Tempo é presente, passado e futuro. Mas o agora se
refere ao tempo presente, ou seja, o ponto de luz não considera o passado nem o futuro; eles foram incorporados pelo presente. Eles deixam de existir. Tornam-se frutos da ilusão, ou seja, são temporários.

O ponto de luz, como dissemos, guarda o universo dentro de si. Ele é completo. Guarda dentro de si todas as possibilidades.

Se você tem uma questão a resolver, o que normalmente ocorre é que você se baseia na sua
experiência passada para lhe dar uma solução ou tendo em vista alguma projeção futura. Ou seja, você usa somente o conhecido e fazendo isto você "sai" do ponto de luz e mergulha no que não é. Você saiu do agora.

É isso que fazemos normalmente. Às vezes, durante uma meditação, um momento de silêncio, conseguimos ser um ponto de luz. Daí a pouco vamos à cidade e já nos primeiros contatos saímos desse ponto e agimos como sempre. Caímos na mesmice, no já conhecido. Não há nada de novo. A vida se repete, sempre da mesma maneira.

Agora, imagine que você seja um ponto de luz e que esse ponto comece a se deslocar. Você começa a ver, a observar o mundo ao seu redor, mas sem participar dele. Você somente o observa. Esse ponto de luz pode se deslocar pelas ruas, por exemplo, mas você só continua observando. O seu aqui vai mudando conforme você caminha, mas o agora permanece, ou seja, mesmo se deslocando, em cada Aqui você permanece no Agora. É aí que você pode dizer que está neste mundo, mas não pertence a ele.

Todavia, você tem sua questão para resolver. Continue sendo um ponto de luz, deixe o passado e o futuro de lado. O ponto de luz (o universo) tem todas as possibilidades; se você ai permanece, ele pode lhe indicar uma nova possibilidade na qual você, provavelmente, nem havia pensado. O agora nunca vai prejudicá-lo, enquanto que o passado é limitante em relação a outras alternativas. Se você permanece neste Agora, você vai rompendo com o passado e o futuro e se abrindo ao novo, a novas possibilidades.

Então, você vai se deslocando pelas ruas, entra numa loja, num supermercado, conversa com as pessoas e o seu centro continua aí. Você continua sendo um ponto de luz, o universo. Para cada situação que surge, o universo lhe dá uma resposta, baseada nas leis universais, nas leis do Todo.

Você começa realmente a viver, mesmo estando no meio do aparente caos exterior. Você está
neste caos, mas não pertence a ele, não participa dele, não se envolve com ele. Isso faz muita diferença. Você é a luz, você está no mundo, mas não pertence a ele. Você é um ponto de luz que brilha por onde passa.

Janeiro/2017