Vamos mudar a nossa alimentação e começar a viver (1)



NILTON TORNERO


Podemos melhorar a nossa vida começando a acertar algumas coisas sobre a nossa  alimentação, isto porque existe uma relação entre o que comemos e muitas das doenças que temos.

Sabemos que mudar alguma coisa na nossa vida não é fácil. Temos hábitos adquiridos ao longo de nossa vida. Quando queremos adquirir um hábito novo o hábito antigo fica aí, nos perturbando, não querendo ceder seu lugar ao hábito novo.

Portanto,vamos devagar.

"Devagar se vai ao longe, devagar eu chego lá", diz uma velha canção de Jorge Benjor.

A menos que a água do desespero esteja entrando pelo nosso nariz, podemos ir fazendo as
mudanças alimentares devagar, sem traumas.

O corpo humano tem um poder de cura, de regeneração, muito grande. Mesmo se nos sentimos doentes, indispostos, a não ser que seja algo urgente, temos condições de ir revertendo essas situações. E uma dessas maneiras, muito poderosa, é por meio da alimentação.

E tem mais: podemos estar nos sentindo muito bem hoje. Porém, mais vale prevenir do que remediar.
Alimentando-nos bem hoje estamos, desde já, afastando as indisposições e muitas doenças de perto de nós. Vale a pena. É um negócio da China, como se vê.

Mas, por onde começar?

Em primeiro lugar é necessário entender que nem tudo aquilo que comemos tem o mesmo
valor nutritivo. Somos todos seres vivos e devemos nos alimentar, sempre que possível, de alimentos igualmente vivos, pois eles têm energia vital.

Sem energia vital ninguém vive. E se nos alimentamos com alimentos que não têm ou têm pouca energia vital, o corpo vai envelhecendo rapidamente; muitas doenças podem aparecer, pois o nosso corpo está fraco.

A nossa proposta é que iniciemos a nossa mudança alimentar deixando de lado os alimentos
chamados de processados e industrializados, aqueles que costumamos comprar prontos e embalados em supermercados, confeitarias, padarias, lojas de conveniência, etc.

Eles são muito convenientes, pois costumam vir prontos, porém esta conveniência acaba custando muito caro quando o nosso corpo, por falta de energia vital, começa a declinar, as doenças e as indisposições começam a aparecer. É aí que procuramos os médicos, tomamos remédios, gastamos muito dinheiro e, de maneira geral, a coisa, aos poucos, só vai piorando.

Cientistas que estudam os alimentos dizem que os alimentos processados e industrializados tiram e não geram a vida. Quanto mais manipulamos um alimento, mais ele perde sua energia vital. É costume assarmos, fritarmos, cozinharmos, tostarmos, fervermos qualquer alimento. E com isto a energia vital do mesmo vai embora. Assim, se comermos um pêssego ao natural, estamos ingerindo um alimento de alto valor nutritivo e com muita energia vital. Se pegarmos esse mesmo pêssego e o colocarmos em uma panela com açúcar e fizermos doce de pêssego, já alteramos toda a energia vital do pêssego, além do que a alta temperatura destrói
os nutrientes dos alimentos. Além disso, o açúcar refinado é considerado, há muito tempo, um dos piores ingredientes que ingerimos, relacionado com muitas doenças, desde cáries dentárias, obesidade, diabetes, até câncer. Mas, se esse pêssego é industrializado, temos, além de tudo que já falamos, a adição de conservantes e, conforme o caso, a adição de dezenas de produtos químicos, nem sempre isentos de reações no nosso organismo.

Mas, o que evitar? Algumas sugestões do que podemos evitar:produtos refinados; açúcar,
farinha branca, sal (podemos usar sal grosso ou sal marinho);

a) carnes processadas:  linguiças, salsichas, bacon, mortadela, salame, presunto;

b) todos os produtos que já vêm  embalados, como bolachas, balas, bombons, batata frita, alimentos  pré-cozidos;

c) doces industrializados ou  não. Contém muito açúcar e frequentemente outros ingredientes,  totalmente adulterados pelo processo de cozimento;

d) fuja dos refrigerantes  (contém muito açúcar); fuja dos sucos de caixinha, de leite longa  vida. São verdadeiras gororobas que não acrescentam nada de bom ao  nosso corpo.

À medida que você vai deixando tais "alimentos de mentirinha" de lado, vá substituindo-os por  alimentos de verdade", como frutas, legumes, grãos germinados e brotos, sucos naturais, alimentos integrais.

 Faça a experiência durante um mês, pelo menos, assim na maciota, e depois a gente volta a conversar. Então você me conta os resultados.

Março/2017